O teto me encarava, quando abri os olhos. Dois feixes de luz que entravam pelas frestas janela formavam o desenho de olhos zangados sobre o escuro de uma parede branca em um quarto trancado.
Sorte a minha que estava trancado e ninguém viu o susto que eu levei.
É engraçado como até nossa cabeça nos engana de vez em quando.
Anteontem minha colega Amanda repetia incansávelmente que ela era um sagui e haviam cortado seu rabo anelado, por inveja. Não que seu cabelo desgrenhado realmente não lembrasse um, mas já pensou que não podemos confiar em ninguém?
Nem em quem prepara o seu almoço, nem em quem acha que seu antigo rabo imaginário é lindo e desejado, nem em nós mesmos?
O saudo, nem em nos mesmos!
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